Meu pet faleceu. Devo colocar outro no lugar dele para eu sofrer menos?

Perguntas frequentes de tutores – Parte 4

Olá, pessoal! No post de hoje, eu vou continuar respondendo às perguntas mais frequentes feitas por tutores. Nas postagens anteriores, eu já conversei com vocês sobre como eu cheguei à constelação familiar envolvendo pets, também falei se a constelação pode curar alguma doença do seu pet, conversamos sobre tutores e pets terem a mesma doença e o que isso pode significar e vimos ainda se é ou não possível escolher o assunto que aparece na constelação.


Se alguma dessas dúvidas também é a sua dúvida, clica e confere a postagem, que certamente vai te ajudar a entender um pouco mais sobre a chamada “constelação veterinária” ou, como eu prefiro dizer, constelação familiar envolvendo pets.


E hoje vamos falar sobre um tema delicado e que pode trazer bastante dor e sofrimento para as pessoas que têm cães, gatos ou outros animais de estimação, que é o falecimento do pet. Quem tem ou já teve algum animal em casa sabe muito bem como a gente se apega a eles, não é mesmo? Os pets muitas vezes são considerados como membros da família. Então, a morte de um bichinho tão especial pode ser um acontecimento bem triste e difícil para aqueles que conviviam com ele.


Para iniciar, precisamos esclarecer que, após a morte de um animal de estimação, a reação de cada pessoa pode ser bem diferente. Algumas pessoas sofrem mais do que outras, isso é um fato, e o jeito de cada um deve ser respeitado. Tem gente que logo diz: “Nunca mais! Não quero mais ter nenhum animal de estimação na vida, é muito sofrimento!” Essa é uma reação muito comum e bastante natural.


Por outro lado, tem pessoas que se perguntam se deveriam logo adquirir outro animal para substituir o que acaba de falecer. Muitas vezes, essas pessoas chegam a esse tipo de pensamento porque escutam de familiares ou amigos queridos: “Era apenas um cachorro (ou um gato, ou um pássaro etc.), você logo vai ter outro para colocar no lugar dele e vai esquecer esse que morreu”. Mas será que é tão simples assim?


Quando alguém me pergunta qual a minha opinião sobre comprar ou adotar um pet para substituir o falecido, a primeira consideração que eu acho que deve ser feita é: como você viveu ou ainda vive o luto por esse animal que partiu? Eu falo isso porque o processo de luto é muito importante. Nós não podemos nos esquecer de que houve uma perda e que ela dói para a pessoa.


Olhando do ponto de vista da constelação, se havia um emaranhamento com aquele animal, se aquele cão ou gato representava algo importante no sistema e na história da pessoa, a dor é maior ainda. Por esse motivo, o luto precisa ser respeitado, sendo que para alguns tutores será mais rápido e para outros, mais demorado.


Por isso, o conselho que eu costumo dar às pessoas é: se achar que está precisando, primeiro procure ajuda. Pode ser um terapeuta, algum membro importante da sua religião, ou qualquer pessoa com quem seja possível se abrir, conversar, ser escutado e que essa conversa faça bem. Mas é preciso aceitar o luto. É importante chorar se sentir vontade de chorar, ou gritar, ou até mesmo passar um tempo sozinho, se isso for o que vai ajudar a passar pelo luto.


Então, viver o luto é a primeira consideração e a mais importante. A segunda coisa que eu pergunto é: você está pronto para ter um novo pet ou, melhor, você quer ter um novo pet? E eu ainda vou adiante e pergunto: qual é a sua intenção com esse novo pet? Muitas vezes, a pessoa na verdade não quer, ela não está pronta.



Às vezes, as famílias adquirem um novo cão ou gato com a melhor das intenções, mas de uma forma até inconsciente esperam que ele seja como o anterior. Não raro escolhem a mesma raça, o mesmo jeitinho, a mesma cor... Algumas vezes, colocam até o mesmo nome! E não é incomum que façam comparações: “Ah, esse dorme de tal jeito, mas o outro não dormia assim. Esse passeia dessa forma, mas o outro passeava diferente”, e por aí vai.


Além disso, o que pode acontecer é existir um emaranhado com um animal, pois sabemos que às vezes projetamos questões do nosso sistema nos nossos pets, e então, depois que ele morre a pessoa traz outro, e emaranha esse outro também. Ou seja, acaba ninguém ajudando ninguém.


Portanto, o que eu sempre recomendo é que a pessoa termine a história com o animal que se foi, o que não significa esquecê-lo, mas entender que a história com aquele animal teve um começo, um meio e um fim, e isso precisa ser muito respeitado, apesar de toda a dor. E aí sim, depois de ter finalizado aquela história, talvez seja a hora de pensar em um novo pet.


Então, quando a pessoa estiver pronta e quiser receber um novo animal, que seja uma nova história, um novo começo. Por isso, se você me perguntar: “Devo colocar outro animal no lugar do que morreu para sofrer menos?”, eu terei que te dizer que não é a melhor coisa a ser feita. O ideal é que esse novo animal chegue para ocupar o espaço dele, e somente dele, e não para ocupar o espaço do que se foi. Não te parece mais justo?



E você, já viveu uma situação assim? Gostaria de saber mais sobre o que é constelação familiar e entender por que procurar a técnica de constelação familiar? O que você acha de descobrir qual o papel do seu pet no seu sistema familiar?


Entre em contato comigo e envie suas perguntas aqui pelo site, pelo Instagram ou pelo WhatsApp no (11) 9 3335 2639.


Acompanhe as novas publicações, eu vou trazer mais perguntas e respostas sobre constelação familiar. No próximo post, vou falar sobre problemas comportamentais dos animais e se a constelação pode ajudar. Fique de olho e até lá!

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